Sexta-feira, 22 de Agosto de 2008

 

 

"também eu não sou o mesmo de ontem. A única coisa que em mim não muda é o meu passado: a memória do meu passado humano. O passado costuma ser estável, está sempre lá, belo ou terrível, e lá ficará para sempre. (...)

Ao chegarmos a velhos apenas nos resta a certeza de que em breve seremos ainda mais velhos. Dizer de alguém que é jovem não me parece uma expressão correcta. Alguém está jovem, isso sim, da mesma forma que um copo se mantém intacto antes de se estilhaçar no chão."

 

José Eduardo Agualusa in O Vendedor de Passados



publicado por Dreamfinder às 20:58
Domingo, 17 de Agosto de 2008

Esta semana sugiro um livro que prima pela originalidade e que explora os recônditos da memória:

 

O Vendedor de Passados

José Eduardo Agualusa

(Publicações Dom Quixote)

 

 

Félix Ventura, um angolano albino, dedica-se a uma estranha profissão: vende gloriosos passados a indivíduos em ascenção. De um momento para o outro, a árvore genealógica dos seus clientes é enriquecida e, com isso, o seu prestígio aumentado. É na voz de um, no mínimo, improvável narrador que vamos conhecer alguns dos indivíduos que procuram Féliz Ventura. E vamos ser levados a questionar-nos... Até que ponto as nossas memórias são reais? E o que valem elas realmente? O que estaríamos dispostos a fazer para mudar de passado? E para nos vingarmos?

Este livro promete surpresa e suspense até às últimas páginas e é, sem dúvida, uma extraordinário obra do autor angolano.

 

"Eram empresários, ministros, fazendeiros, camanguistas, generais, gente, enfim, com o futuro assegurado. Falta a essas pessoas um bom passado, ancestrais ilustres, pergaminhos. Resumindo: um nome que ressoe a nobreza e a cultura. Ele vende-lhes um passado novo em folha. Traça-lhes a árvore genealógica. Dá-lhes as fotografias dos avôs e bisavôs, cavalheiros de fina estampa, senhoras do tempo antigo. Os empresários, os ministros gostariam de ter como tias aquelas senhoras (...) velhas donas de panos, legítimas bessanganas-, gostariam de ter um avô com o porte ilustre de um Machado de Assis, de um Cruz e Sousa, de um Alexandre Dumas, e ele vende-lhes esse sonho singelo."



publicado por Dreamfinder às 09:18
Quarta-feira, 13 de Agosto de 2008

 

"Deus deu-nos os sonhos para que possamos espreitar o outro lado."

 

José Eduardo Agualusa in O Vendedor de Passados



publicado por Dreamfinder às 20:50
“Um leitor é sempre um estudante do mundo.” Deborah Smith
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